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DEPENDÊNCIA QUÍMICA NÃO E BRINCADEIRA

Atualizado: 9 de jul. de 2023

O consumo de drogas tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, principalmente entre os jovens, que têm fácil acesso a substâncias ilícitas. Uma delas é a cocaína, cujos efeitos são relativamente conhecidos pela população.

Esses efeitos costumam ser resultantes do contato inicial com a droga. Existem, ainda, outras consequências possíveis, que surgem com o consumo prolongado. No longo prazo, o uso da cocaína é muito grave e pode prejudicar definitivamente a saúde do dependente químico.


O Álcool a cocaína é o crack são as mais consumidas em geral globalmente são substâncias que causam forte dependência química, com conseqüências físicas e psicológicas devastadoras. A dependência dessas substâncias são consideradas pela ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) uma doença de transtornos mental sendo crônica progressiva e fatal.

Em relação ao álcool, as consequências de seu uso vão além do dano para a saúde da pessoa que o consome, mas acabam atingindo a família, a sociedade e o trabalho, e traz muitas consequências, como o absenteísmo, a diminuição da renda familiar, a redução da capacidade de cuidar da família e o impacto na saúde mental da pessoa e dos familiares, além das questões relacionadas com o trânsito e violência.


Pesquisa do IBGE de 2021 mostrou que metade dos adolescentes brasileiros já tinha experimentado o álcool e 31,4% já tinham pelo menos um episódio de intoxicação.


Para a psiquiatras e Psicólogos o Álcool é prejudicial como qualquer outra droga nessa faixa etária, até porque o cérebro ainda está em formação e a apresentação a uma substância nociva aumenta o risco da pessoa se tornar dependente, em comparação com quem foi apresentado ao álcool e outras drogas na idade adulta.


O crack outra droga devastadora que vem se propagandorapidamentena sociedade pelo seu alto grau de dependência. O crack pode causar dependência física e psicológica desde o primeiro uso, pois apesar de seus efeitos serem parecidos com a cocaína, eles acontecem de forma mais forte e mais rápido


"Intoxicação pelo metal


O usuário aquece ou cachimbo de para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade do material usado aquecido. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.


Fome e sono


O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.


Pulmões


A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito


Coração


A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer.


Ossos e músculos


O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.


Sistema neurológico


Oscilações de humor: o crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível.


Prejuízo cognitivo


O prejuízo cognitivo pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80.


Doenças psiquiátricas


Em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios.


Sexo


O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção. Há pesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmente transmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam.


Morte


Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e relacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose). A causa mais comum de óbito é a exposição à violência e a situações de perigo, por causa do envolvimento com traficantes, por exemplo.


Agora falamos da Cocaína.


Efeitos a longo prazo do uso da cocaína

Conforme o consumo vai se intensificando e se tornando rotineiro, o corpo do usuário passa a tolerar cada vez mais a substância. A pessoa, então, acaba achando necessário usar uma quantidade maior da droga para sentir os mesmos efeitos de antes.


Como a cocaína interfere no modo como o cérebro processa substâncias químicas, a pessoa tem a real sensação de que precisa da droga para se sentir bem. Ao mesmo tempo em que isso ocorre, partes do cérebro que lidam com o estresse se tornam mais sensíveis, trazendo sensações negativas quando o usuário não está sob o efeito da droga.


A combinação desses dois efeitos faz com que a pessoa busque consumir cocaína com mais frequência e em maiores quantidades. Esse abuso pode trazer impactos graves à saúde. Conheça alguns deles a seguir.


Problemas cardíacos

Um dos efeitos rápidos do consumo da cocaína é a elevação da pressão sanguínea, dos batimentos e a vasoconstrição no cérebro e no corpo. É isso que dá, ao usuário, a sensação de picos de energia, de ansiedade, estresse e paranoia.


O uso prolongado da droga causa danos irreversíveis ao sistema cardiovascular. Esses impactos podem trazer diversos problemas, como dor no peito, pressão alta permanente, taquicardia e arritmia, além de trombos — coágulos de sangue que se formam dentro das veias e podem causar embolia pulmonar, derrames e trombose.


Todos esses efeitos podem culminar em um ataque cardíaco, que hoje é a maior causa de morte entre os usuários de cocaína — ele mata cerca de 25% dos usuários com idade entre 18 e 45 anos, de acordo com dados divulgados pelo Estadão.


Delírios

Um dos efeitos a longo prazo do uso da cocaína são os delírios, que não devem ser confundidos com alucinações. A segunda ocorre quando a pessoa escuta coisas que não existem e tem visões distorcidas. O delírio, por sua vez, tem a ver com síndrome de perseguição. O indivíduo passa a achar que está sempre sendo prejudicado de alguma forma, que está sendo perseguido ou que todos estão conspirando contra ele.


O delírio pode ser facilmente observado no dia a dia, quando, por exemplo, uma pessoa assiste ao noticiário e acha que todos os fatos mostrados podem prejudicá-la. Outros delírios comuns são a sensação de culpa por grandes acidentes, a desconfiança extrema e a crença de que seu pensamento pode interferir no de outras pessoas.


Tudo isso acontece como consequência do desequilíbrio químico do cérebro, causado pelo uso excessivo de algumas drogas — entre elas, a cocaína. O tratamento para os delírios inclui o uso de medicamentos e psicoterapia.







Transtornos psicóticos

Episódios psicóticos induzidos por drogas são comuns, e esse é mais um dos efeitos a longo prazo do uso de cocaína. Para que uma crise seja considerada psicose, as alucinações e delírios precisam ser mais graves do que os que são observados normalmente quando o indivíduo consome substâncias ilícitas. Mesmo depois que o efeito da droga passa, a psicose ainda pode persistir por alguns dias e até semanas.


A psicose é um estado mental de perda de noção da realidade, geralmente acompanhada de alucinações, delírios, alterações na personalidade e problemas para realizar atividades cotidianas. Não é considerada uma doença, mas é um sintoma de transtornos mentais como a esquizofrenia. Segundo uma pesquisa feita por mais de 100 psicólogos espanhóis, 7 em cada 10 pessoas em quadro de vício sofrem desses transtornos.


A cocaína, no entanto, não é um fármaco. Hoje, a ciência reconhece que não há doses seguras para o uso da droga, devido à proporção dos efeitos nocivos que ela pode causar no corpo humano.


A cocaína age aumentando o efeito de alguns transmissores (como a noradrenalina e a dopamina) desproporcionalmente. Isso causa uma aceleração nos efeitos desses neurotransmissores, levando aos conhecidos efeitos de euforia, agitação e bem-estar — mas também a alterações fisiológicas, como aumento da pressão arterial e a possibilidade de infarto.


Ao longo do tempo, o uso repetido da cocaína faz com que o cérebro reaja a essa quantidade anormal de neurotransmissores: a resposta é a redução do número de receptores a eles, tornando-os menos eficazes. Na prática, isso faz com que uma mesma dose da droga cause menos daqueles efeitos que mencionamos. A consequência é a busca por doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito.


A desintoxicação é o processo reverso a esse. O objetivo é retornar o número de receptores ao nível basal, na mesma concentração de pessoas que não fazem uso da droga. Para isso, é muito importante que haja a suspensão da cocaína — caso contrário, a concentração de neurotransmissores continuaria alta, causando a resposta do corpo.


Nesse processo, a ajuda médica e multidisciplinar é fundamental. Várias ferramentas podem ser utilizadas: desde o uso de outros medicamentos até a internação, por alguns dias, para a verificação da resposta fisiológica.


Impactos do auxílio médico em relação aos efeitos da cocaína

Embora ainda haja um estigma social com o uso da cocaína, é importante frisar que o abuso da droga é considerado, pela ciência, uma doença. O vício é estudado pela medicina, e existem tratamentos disponíveis para resolver a situação — além da possibilidade de se livrar do uso da droga. A internação é a mais recomendável.



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